E você sentado à minha frente em silêncio. E eu querendo te dizer (só porque é bem mais fácil do que dizer para mim mesma) que estou a um passo de ser uma nova Solange. Ou de voltar a ser a Solange de sempre.
Porque não quero mais sofrer dessas dores transparentes que me fizeram ficar tão afastada de mim.
Porque se ainda estou estilhaçada, embora vista caras de felicidade, é porque de algumas dores não se parte nunca, sobretudo destas dores emocionais.
Quando se quebra a perna, ela esta ali, quebrada, e é só a perna.
Mas quando se vive o que eu vivi, quebra-se algo do lado de dentro, e ninguém vê. Mas dói comprido, porque rompem-se todas as crenças. É a descontinuidade de tudo, a desorganização, o caos.
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E dia desses aprendi que a maneira mais certa de seguir adiante é parar.
E reaprender a viver.
Porque não quero mais usar as velhas dores, não quero mais justificar minhas escolhas.
Cansei de me doer.
Quero viver meus pequenos milagres diários.
Que são lindos...
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Então tchau.
Vou ali cuidar de mim...
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(...porque talvez assim fique mais fácil entender minha saída à francesa... porque estive na iminência da morte, numa cova rasa, na escuridão, exposta à maldade, à violência e ao medo. Homens se desconstruindo, monstros. É o máximo que consigo dizer. E essa dor tem durado em mim por tanto tempo... por tanto tempo...)
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para os que aprendi a AMAR por aqui,
deixo meu carinho mais sincero...
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eucaliptosnajanela@ig.com.br
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