sábado, 19 de setembro de 2009

Poesia para os olhos...

Fotografias que tirei em julho, agosto e setembro de 2009

É certo que existe fumaça demais, medo demais, mentira demais.
A intolerância cada vez fechando mais portas e mais janelas.
Há desleais fingindo sorrisos, e a aparência sendo servida como prato principal.

Mas há meus olhos, que insistem em ver as garrafas nas janelas, os besouros de luz, os cogumelos ocres, a folha-flor, os verdes, o sol...
E enquanto estiverem ali, do outro lado das lentes da minha máquina, no meio do caminho (do meu e do seu), haverá poesia.
A que a gente escreve, e a que a gente vê.

Porque, desculpe, mas insisto em ver como a vida é bela !

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um dia a gente descobre que gosta...

De vez em quando o silêncio, o olhar sem graça, um ciúme atroz.
O lugar não ido, o sorriso engolido, um abraço contido.
Toda essa vida roubada só para caber nos moldes de alguém.
Para fazer bonito, para acalmar a fragilidade do outro.

Como se pudéssemos abrir mão da gente mesmo.
Como se assim fossemos merecedores de um afago qualquer,
Que nos alimenta sem nunca saciar,
Que se tem ao lado sem nunca preencher.

Até que um dia se acorda precisando assobiar.
E dá uma vontade louca de atravessar a rua.
A gente quer sair por aí distribuindo sorrisos, fazendo amigos.
E some o medo de perder.

E é exatamente quando a gente arrisca a ser livre.

E descobre que gosta.

domingo, 13 de setembro de 2009

ai, ai, ai, ai, ai....

Engraçado...
As vezes o dia amanhece lindo, mas lá dentro do peito tem uma nuvenzinha fosca, enroscada no coração, fazendo a gente lembrar que dói assim... um amor que vem, outro amor que vai...
ai, ai, ai, ai, ai...

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CONTEMPORÂNEA

Dentro de mim há uma mulher que distribuiria panfletos em praças públicas, e uma que teima em querer fazer bolo de fubá e enfeitar a casa.

Esse acúmulo de desejos, antagônicos às vezes, me tem feito refletir...
Há sempre uma hesitação na trajetória das mulheres.
Queremos sim arregaçar as mangas e construir um novo mundo, mas há também a delicadeza, a feminilidade, e a intuição, que não devem submergir sob terninhos pretos, contratos, e corpos cansados.

Ser mulher é ser plural.
É ter sempre um grito abafado no peito.
Mas, sobretudo, é ter uma enorme vontade de afagar... e de acolher...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Casa Habitada

Ter um livro nas mãos é como tocar em alguém.
É íntimo, é revelador, é criar um laço forte.
Mas alguns são ainda mais especiais.
Especiais pelo caminho que os fizeram chegar às nossas mãos.

Seguro “A Casa das Fadas” como quem segura um tesouro.
Gosto do cheiro, da ansiedade antes de começar a folhear, das cores, da dedicatória.
Mas gosto mesmo é de casa habitada, sobretudo por fadas.

Um livro que fala de vulnerabilidade, de adoção, de abrigos, de família e de crianças.
Tudo isso faz parte da minha vida.
Ler então, foi conhecer um outro lado da mesma moeda.
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(e com direito a um adicional... esta foi a primeira vez que um amigo blogueiro, sai do virtual, em forma de livro, e coagula-se em minhas mãos).

Assim como o Dudu, personagem central do livro, aprendi a guardar coisas em meu coração.
Hoje cedo coloquei o livro lá.

sábado, 5 de setembro de 2009

SAINDO FORA...

Ele só passou pelos meus olhos.
Como quem quisesse se esquivar.
Trouxe um discurso pronto.
E de tão bonito, quase vazio.

Segurou minhas mãos, e tremia levemente.
Tão previsível, e quase sem fé.
Escolheu as palavras, mas não lhe cabiam na alma
Eram ditas quase apressadas,
para que fitar-me durasse somente um instante.
E para que sustentasse a decisão.

Tudo bem...
Já sei ser tão diferente
E consigo achar bonito até mesmo esse amor que se acabou.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sonhos na Contramão

Gosto dos que sonham.
Otimismo e largos sorrisos sempre acabam me convencendo.
Porque sonhar é bom.
Turbina a alma e estimula a vida.

Mas viver só de sonho é armadilha perigosa.
E como há.
Esquivam-se da realidade andando em areias movediças.
Sustentam belezas temporárias.
E se alimentam de tudo que poderia ser...
Mas que não é.

E, se acordamos frágeis, corremos o risco de andar na contramão desse velho trilho.
Com sonhos estéreis,
Que sem poderem ser reais,
Só nos fazem furtar o amanhã.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E não teve festa...

Hoje meu coração devia estar em festa.
Devia ter laços e flores por toda a casa.
E a Calcanhoto tocando alto na sala.
Amanhã cedo ia começar hoje a noite, e o sol ia nascer na pele da gente. Quente.

Mas não houve festa, nem flores, nem sol.
Só um resto de inverno e um verso :
“o que você demora
.é o que o tempo leva”

Por que como na canção, eu só tinha meia hora pra mudar a sua vida.
Mas eu precisava mais...

sábado, 29 de agosto de 2009

Era isso que eu queria dizer...

As melhores coisas da vida, não são "coisas".
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Engraçado quando chega o tempo em que muitas coisas que nossos pais diziam começam a fazer sentido.

Já deu tempo de ter feito belas viagens, de ter visitado restaurantes incríveis, de ter um carro bem bacana, de usar isto ou aquilo.
Já deu tempo de querer ficar sozinha num cantinho, de ter perdido algumas coisas, de ter sentido dor e solidão, de ter um ou outro sonho roubado.

A maturidade vem trazendo essa desassociação entre as coisas e as alegrias.

Por que ficar quarentona me fez perceber que um longo abraço em silêncio é tesouro que se deve preservar, que pai e mãe são ouro de mina (como já cantou Djavan), que beijo sincero tem valor intangível, que cheiro de filho é a melhor coisa para se fazer dormir, que amigo de infância é comidinha prá alma, que conseguir olhar nos olhos é garantia de auto-respeito, que almoço em família é ter o celeiro cheio, que fazer o que se gosta é manancial inesgotável.

É, a gente comete alguns erros, mas uma hora acaba percebendo que as melhores coisas da vida, não são "coisas".

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Profundo Encantamento

Poucas coisas me fascinam tanto como o ser humano.
Há oceanos incríveis, o pôr-do-sol, gérberas, o céu turquesa, um cavalo baio... mas ainda assim fico com as pessoas.
Gosto de observá-las, de senti-las, de percebê-las.

É certo que nem sempre o que vejo me encanta, mas vez ou outra o que presencio vale por tudo que não vi.
Isto acaba de acontecer.
Que sorte a minha e a de quem viu...

Não encontrei essa “delícia” no You Tube, então segue o “link”.
Cliquem em cima e curtam este presente da vida.
Estou em estado de graça...

Nessas horas me dá um orgulho incrível de ser gente !!!


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Eles chamam-se Edson Pereira e José Scholosse - Dupla Tempo