sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

a vida não me assusta...

É... a vida não me assusta.

As pessoas, de vez em quando, sim.

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E é preciso ter coragem para não se acostumar.

Porque o que eu quero da vida é o encanto. É o encontro.

E quero-a inteira.

Que venha com seus caminhos tortos porque já sei aprender nas espirais.

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Afinal, viver tem sido sempre assim, quando dou sinal dos meus desgastes, vejo a vida nascer de novo, feito flor que transforma o olhar.

Não tenho certeza alguma...

Mas trago comigo um punhado de coragens prá usar.

Sem regras... hoje só garanto o acaso !

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Cansei de jogar para perder.

É que acordei com uma vontade louca de começar a ganhar !

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

dessa dor que vai passar...


Dos sentimentos sóbrios tenho guardado a certeza de que amanhã é um novo dia.

Dos outros vou tentando me desfazer.

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Porque nesses dias em que começo a transformar desejos em verdades tenho aprendido que a gente tem é que mergulhar de cabeça nas decisões, correr os riscos, enfrentar os monstros...

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Chega o tempo em que realizar é preciso. E se já posso imaginar a mim andando pelos meus caminhos, e vivendo minhas escolhas, posso então encher a mala desses sonhos todos e sair por aí...

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Mas vou com calma, porque tem doído ainda, e a dor de desgarrar dói comprido, eu sei, mas passa, também sei... é que no meio dela a gente verte mesmo... a alma se liquefaz...

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Tenho preferido sentir, mesmo que me custe caro.

Cara afinal, é a vida que estava deixando escapar...

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

desses silêncios...

No fundo eu sempre soube.

Soube desde o dia em que te conheci que não aconteceria.

Porque quando o amor não acontece antes de tentarmos entendê-lo, não acontece mais.

Não dá prá racionalizar o querer, prá organizar o sentir.

O amor é ingovernável.

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E o fato de eu ter sempre sabido, tem me feito desmoronar.

Faço tantas perguntas a mim mesma, mas nem sei se quero as respostas.

Quero descansar. Quero parar de doer.

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Não que eu não aguente a dor.

Nem que eu não saiba que amanhã será sempre um novo dia, com novos horizontes e novos sorrisos.

Não é nada disso.

É só que quando estou no olho do furacão tenho vontade de chorar, de ficar pequena, de ter colo, de sarar.

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Mas, por enquanto tenho tido vontade de muitos silêncios.

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Empresto então, algumas palavras da Tati Bernardi : “Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter a quem culpar...“

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sábado, 8 de janeiro de 2011

O amor é construção...


Gosto muito da história das Mil e Uma Noites.

Nela revela-se o segredo do amor...

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Um rei magoado com uma mulher.

Vinga-se em tantas outras, descrente e frio.

Uma, porém, dedica a ele mais do que seu corpo. Ela se doa, e conta a ele a vida sob sua ótica, com nuances misteriosas, eróticas, sedutoras...

Ela alimenta seu imaginário, aplaca sua mágoa, alegra seu coração.

Passa de favorita a única.

Sherazade é múltipla e plural.

Uma contadora de histórias...

e assim, usando suas palavras, descongelou um coração...

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O amor é construção.

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É por isso que Roland Barthes disse uma vez que a linguagem é uma pele: esfrego minha linguagem no outro. É como se eu tivesse palavras ao invés de dedos, ou dedos nas pontas das palavras...

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

música boa...

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Ando assim... toda a flor da pele, e parece que nesses dias o fundo musical da minha vida é feito na voz só de mulheres... elas são mais viscerais.

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Ando assim porque amanhece aqui dentro, e só o que quero fazer é varrer essa noite em meu olhar.

O coração faz barulho, uma imensidão de sentimentos.

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E Elis cala tudo ao redor, até os instrumentos ela dispensa...

Isso é música boa.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

estou sempre pronta prá partir...

Ainda tento entender essa história. Será que você é realmente quem é, ou será que é só o meu desejo coagulando em ti o amor que insisto viver ? É que muitas vezes, na tua voz, esteve o para sempre, então, embora nossas histórias não durassem muito (acho que é por isso que estive sempre pronta prá partir), desejei demais. Achei até que tínhamos amor com vista pro mar...

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Mas tudo bem. Apesar da previsão do futuro “gris”, hoje teve a beleza das coisas que acontecem porque é tempo mesmo... e acredite, até os teus desencantos me ensinam.

Mas choro. E não devia ser assim.

Porque os outros eu conheci por acaso.
Você não. Você eu encontrei porque era preciso.

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ah... e obrigada por me ensinar a ressuscitar...

Mas é que agora quero ver as tristezas indo embora da minha retina...

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

já não ligo...

Tenho estado assim, tão despreocupada em te agradar.

É que tem chovido torrencialmente dentro de mim, e você nem percebe.

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E uma hora a gente desanima desses instantes despencados e das mesmas superficialidades. Daí a gente acorda optando pela leveza, mesmo sabendo que ela pode durar pouco. E já não liga.

Não liga porque sabe que o amanhã já existe dentro da gente.

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Tenho estado assim.

E quase me esqueço de quando pedia a você que me esquentasse as mãos. Mas que tolice a minha ! Nem o frio você sentia...
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É por isso que esse ano vai ser assim. E só.

É por isso que parto em viagens de vento, que talvez também não durem, mas me fazem sorrir.

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Sim, vou voltar prá casa.

E esse desejo tem muita força.

Mas ando triste, porque enquanto isso, nesses dias despreocupados, até a solidão é mais bonita...

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

desejo bom...

Não há música.

Só o barulho do vento,

e das folhas que caem.

Mesmo assim sinto vontade de dançar.

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É que meu olhar exagera o amor,

e pensar em você acende em mim uma esperança.

É como traçar um caminho,

que a gente sabe que nos leva de volta prá casa.

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Agora eu sei que a minha solidão protege a sua,

como um sorriso que não está lá.

É por isso que sinto um desejo bom,

e uma vontade louca de que isso baste prá você também,

e quem sabe te ponha a dançar...

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

alguma razão para eu voltar...

Me dê alguma razão para eu voltar.

Um argumento qualquer, um motivo à toa...

Aproveite agora, enquanto as palavras caem de mim,

diante dessa fragilidade que finjo não sentir...

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É que prá você sou fácil mesmo, dou meia volta, rastejo, lambo, imploro... reincido, retrocedo... e sempre regresso.

Mas queria um sinal seu...

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Porque ando morrendo aos poucos entre nossas lembranças,

porque sei que você me quer, e porque te amo.

E isso devia bastar.

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Então me dê alguma razão para eu voltar.

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Porque faltou o último beijo, o último olhar, a última noite de amor...
e são tantas as perguntas sem respostas,

tantas as mágoas sem perdão.

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domingo, 2 de janeiro de 2011

da São Silvestre de todos nós...

Quase não se via o asfalto.

Era gente de toda parte, de todo porte, de toda arte.

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E meus olhos buscando a história por trás de cada rosto, a superação por trás de cada passo, uma fresta que me mostrasse o que fazia decolar a alma daquela gente.

E foi tão lindo ver asas nascendo daqueles pés.

Eram os pés de um exército aguerrido, de uma gente que se guiava pela bússola de dentro.

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Obrigada Senhor, por me permitir terminar o ano com mais este ganho.

Nasceu ali, a certeza de que apesar da imensidão que parece caber no plural, nada é maior que o singular.

Porque no meio da Avenida Paulista lotada por aqueles 21.000 corredores, cada rosto era único, cada sonho era o maior do mundo, cada conquista era a identidade no caminho de cada um.

Cada passo dado era também o meu. Também o seu.

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O caminho era o prêmio.

A chegada nem sei.

Não vi.

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Salve 2011 !