As melhores coisas da vida, não são "coisas"..
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Engraçado quando chega o tempo em que muitas coisas que nossos pais diziam começam a fazer sentido.
Já deu tempo de ter feito belas viagens, de ter visitado restaurantes incríveis, de ter um carro bem bacana, de usar isto ou aquilo.
Já deu tempo de querer ficar sozinha num cantinho, de ter perdido algumas coisas, de ter sentido dor e solidão, de ter um ou outro sonho roubado.
A maturidade vem trazendo essa desassociação entre as coisas e as alegrias.
Por que ficar quarentona me fez perceber que um longo abraço em silêncio é tesouro que se deve preservar, que pai e mãe são ouro de mina (como já cantou Djavan), que beijo sincero tem valor intangível, que cheiro de filho é a melhor coisa para se fazer dormir, que amigo de infância é comidinha prá alma, que conseguir olhar nos olhos é garantia de auto-respeito, que almoço em família é ter o celeiro cheio, que fazer o que se gosta é manancial inesgotável.
É, a gente comete alguns erros, mas uma hora acaba percebendo que as melhores coisas da vida, não são "coisas".