quarta-feira, 10 de novembro de 2010

bastariam suas mãos...

Ando cansada de ser resumida. De ser abreviada.

Nem de longe sou tão simples assim.

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E se ando desaguando no sofá, assim, no meio da tarde,

é porque desejo tanto ser percebida.

Queria não precisar explicar, nem minhas falas, nem meus silêncios.

Queria alguém com boa intuição, que entrasse por baixo das portas, pelos vãos, pelas frestas.

Alguém para me fazer esquecer esse vazio embaraçoso...

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Fico nua. Você não vê.

Te abandono. Você também não vê.

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Vê só o meu resumo.

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E olha que eu não queria nenhuma felicidade inédita.

Bastariam suas mãos.

E, talvez ouvisse assim :

- ...guarda-me...

Porque é tudo que eu queria.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saudade ? Agora não, obrigada.

Só sei que acordei e já não doía mais.

Nem mesmo a quietude me incomodou.

É que não tinha mais aquele peso, aquela importância.

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E pensar que de tanto querer entender aquele amor,

quase perdi o passo.

Não vi o tempo correr.

Não vi a gente ficando diferente.

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E, de repente, aquela antiga história já não cabia em lugar algum.

Deve ser assim que os amores acabam.

Um sempre parte. E o outro fica.

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Saudade ? Agora não, obrigada.

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Posto isto, ponho uma música prá tocar, fico descalça e viro flor.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

nada demais...

E foi assim...

Sua mão descobriu a dela e logo foi lhe puxando para um passeio.

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Ouviram uma dessas músicas de ser feliz, e o céu daquela tarde pareceu ainda mais imenso.

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E a alegria, que ela tinha no céu da boca, escondida nesses tempos de recolhimento, saltou num riso leve, divertido, desses sem compromisso algum, e lhes deu abrigo.

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Ela queria morar naquele momento.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

e agora ?

TENHO UMA ALEGRIA
NO CÉU DA BOCA
ESPERANDO PARA SER DITA...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

teimosia...

Acho que amo com certa falta de jeito.
Talvez por que eu tente compreender o amor, a despeito de saber (intuitivamente) que ele está além do entendimento.
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Às vezes acordo menina, e tenho a impressão de que enfim o sei, de que o amor é isso, ou aquilo.
Mas esses são sempre dias de vento, quando tudo sai do lugar, quando minhas crenças perdem-se logo depois de terem sido encontradas, e restam a mim somente um embaraço e um riso tímido.
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É... quanto mais me encho de certezas, mais frágeis tornam-se minhas convicções.
O amor é, definitivamente, insubordinado.
E eu, eu sou teimosa.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

do outro lado da mesa...

- Porque hoje eu tenho muito medo de viver essa história - ele disse baixinho, com receio das próprias palavras.

Mas ao olhá-la ali, sentada a sua frente, sabia que o medo não era esse, o medo era o de não viver aquela história... a história da sua vida.

Ele sabia.

Porque sonhava com ela passeando no seu futuro, cuidando dos seus dias, impedindo-o de partir dele mesmo.

Nela tudo eram respostas.

Ele sabia.

E sofria por estar dentro de outra história.

Talvez por isso fosse tão difícil entender por que sua vontade tinha sido sempre o sorriso dela, por que seu mundo girava, girava, girava, e sempre acabava nela.

Porque tinha a deixado partir ?

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Mas do outro lado da mesa ela flutua, tentando equilibrar os pensamentos, sem medo algum. O tempo não existe.

Ela tinha certeza da imensidão daquele amor.

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Then the rainstorm came over me

And I felt my spirit break

I had lost all of my belief, you see

And realize my mistake

But time through a prayer to me

And all around me became still

I need love, love's divine

Please forgive me now I see that I've been blind

Give me love, love is what I need to help me know my name

Through the rainstorm came, century

And I felt my spirit fly

I had found all of my reality

I realize what it takes

'Cause I need love, love’s divine

Please forgive me now I see that I’ve been blind

Give me love, love is what I need to help me know my name

Oh I, don't bet [don’t bet], don’t break [don’t break]

Show me how to live a promise me you won’t forsake

‘Cause love can help me know my name

Well I try to say there's nothing wrong

But inside I felt me lying all and all

But the message here was planned to see

Believe me…


terça-feira, 26 de outubro de 2010

como saber o que é certo ?

A menina sentada sozinha, no banco daquela ruela torta, transborda numa tristeza delicada, feminina, solitária. Ela não entende porque os adultos desaprendem o amor, porque permanecem em histórias que não acreditam mais, e inventam distâncias que não existem, nem porque têm medo de revelar o querer, de repetir o revelado, de guardar o repetido.

Há também o sentimento de que suas alegrias andam muito pensadas, e talvez por isso pareçam sempre tão menores. Ela sente um frio, mas continua ali, sem querer se levantar, sem ânimo para ver do que a vida é mesmo feita. Porque têm coisas que parece que só ela acredita...

Porque o amor deveria ser urgente, as pessoas deveriam ignorar os medos intangíveis, e saber viver os instantes.

A menina ainda acredita no amor.

Mas, como saber o que é certo ?

domingo, 24 de outubro de 2010

achei o caminho !

Porque será que o mundo parou ? Era dia de semana, tarde de sol, plena de gente, de trânsito, de sons. Mas, de repente, mais ninguém. Só nós dois. Fecharam o mundo, desligaram o tempo. Falei e ouvi tanta coisa, já nem lembro, mas o que me tocou foram os silêncios sagrados, a comunhão dos desejos, a palavra escapada sem censura, e logo recolhida de novo prá dentro da boca, e a boca enchendo-se desse medo de revelar, e ficando linda assim, cheia desse amor que nem precisa ser dito.

E achei aquela alegria tão plena de adjetivos lindos, que esqueci da fragilidade do mundo. Nem bem pensei e ele voltou a rodar. Ligaram o tempo. Mas, como a vida tem certas delicadezas, fui embora com a certeza de que finalmente encontrei o caminho de casa.


(vistas assim, as flores também são caminhos de casa... registrei !)

dias gigantes...

Tem dias que valem mais do que anos.

Dias de verdades doídas, mas tão necessárias.

Dias de encontros, embora ainda cheios de reservas.

Onde as urgências acontecem, as distâncias diminuem e os sonhos aumentam.

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Dias que a gente fala prá poder ouvir.

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É quando a gente descobre que aquela velha chama, quase já sem vida, volta a acender com um simples sopro.

Quando a gente sabe, que entre o que fomos e o que podemos ser, a gente lateja.

E que é nesse intervalo que a gente se acerta.

São dias adultos.

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Porque sempre perto de desacreditar, um milagre acontece.

E agora só quero dias assim, gigantes.

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É que sou feita de fé,

sou feita de amor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Segura essa Dani...

Hoje eu não deveria escrever.

Hoje as palavras não me fariam falta.

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Porque de tanto olhar para aquela que fui, de tanto buscar minhas coragens esquecidas, fiquei maior que meu medo.

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Hoje eu tive água, e não sede.

Tive olhos, e não lembranças.

Hoje tive uma tarde de realidades, e não de fantasias.

Um dia sem promessas (promessas são amarras),

mas também sem dúvidas.

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Dei as medidas, o recado, a cara.

E por me desabrigar, encontrei abrigo.

E agora ?

Como durmo com um barulho desses ?