quinta-feira, 31 de março de 2011

meu mantra para abril...

Quero laços com pessoas que me fazem bem, que saibam de ternuras, que entendam de perdão.
Porque se a vida é mesmo esse instante, que a gente faça uma eternidade de delicadezas lhe caber.

Sou eu que escolho o meu caminho.
Deixo minha dor partir.
E repito baixinho que quero um poema novo.
Quero não, preciso.

sexta-feira, 25 de março de 2011

é só o meu jeito...

Juliêta sabe das coisas. Há uma Solange que poucos conhecem.
Uma Solange que paradoxalmente dispensa as palavras.

Que cala. Respira impenetrável. Pétrea.
E assim aprende em silêncio. E começa saber a segurar a onda quando as coisas ficam duras demais, embora ainda fique meio assustada com a falta de “alma” que há em tanta gente, mas é uma Solange que, no fim, dá conta do recado.

É... tenho andado tão calada.
Eu, minha metade “prá dentro” e meus mil sentimentos.
Não quero mais cometer os mesmos erros.
E faço questão de ser feliz.
Faço sim.
Só uma coisa eu não faço: não disfarço meu bem querer.
Quando amo, amo inteira.
Para fazer valer.



Juliêta é gente com alma sobrando... vale a pena conhecer o seu "Reconstruindo Caminhos"...

quinta-feira, 24 de março de 2011

devolvo-te...



Gosto de gente assim, que sabe ser para o outro.


Gosto de quem ainda tem essa boa fé, de quem se dispõe a amar, de quem tem este bem estar interno.


Porque gostar é ter essa falta de egoísmo, essa coragem de se entregar, de oferecer, de querer o bem. Gostar é cantar, é declarar, é revelar... é ter um fogo no peito e uma brisa na cabeça...



E de pensar que eu quase já nem lembrava dessa alegria...


É que de vez em quando a gente precisa de uma música dessas ao pé do ouvido, a gente precisa de um abraço de alguém que nos diga que vamos encontrar uma maneira de sorrirmos juntos.


Quando estou assim, cabe tudo em mim...

sexta-feira, 18 de março de 2011

para enfeitar nosso caminho...

Enchi a mala com os maiores sonhos, alguma roupa, mas pouca, porque nem sou mais a mesma, uma ou outra lembrança querida, e mil, mil possibilidades.
Só uma certeza: a de segurar firmemente a mãozinha ao meu lado. Olhei a rua antes de atravessar, e fomos. Nem sei para onde, mas IR é um sabor que eu quero mais.

E sigo indo, embora quase ninguém perceba.
Sem pressa... sem pressa nenhuma.
Porque agora quero tudo, cada minuto do dia, cada janela aberta, cada olhar demorado.
Quero tudo que tiver para enfeitar nosso caminho.

segunda-feira, 7 de março de 2011

do que a gente nunca esquece...

Falar de amor sem cair na mesmice, sem parecer água com açúcar demais, e ainda perceber o que permeia cada gesto, cada escolha... tudo isso não é tão simples como pode parecer. Mas há quem faça isso com talento, e o digo por que nessa semana lembrei-me do filme ANTES DO AMANHECER (Before Sunrise). E assisti-lo sempre me toca profundamente.

Por quê ?
Porque o AMOR me toca. Porque o ACASO me toca.
Porque de vez em quando a gente tem essa sorte na vida. Sorte de viver uma história onde o tempo não importa, e onde tudo parece convergir. Porque às vezes, um pequeno instante justifica toda uma existência. Porque é assim que o amor deve ser : simples e eficiente.

E o melhor de tudo ?
É que 9 anos depois, Richard Linklater resolveu continuar o filme, gravando então ANTES DO PÔR DO SOL (Before Sunset), dando assim o enfoque mais maduro da mesma relação. Mais uma vez fui tocada profundamente.

Por quê ?
Porque o AMOR me toca, mesmo quando um pouco mais amargo, ou mais maduro.
Porque a ESPERANÇA me toca.
Porque de vez em quando, mesmo que a gente tente negar, ainda somos cheios de esperança, a mesma esperança que achávamos ter esquecido no frescor e na impulsividade desajeitada da nossa juventude.

Pensando bem, falar do amor é sempre esvaziar desnecessariamente a preciosidade do instante.
O amor é mesmo para SENTIR.
E ponto final.

ANTES DO AMANHECER (Before Sunrise) - 1995 (EUA)
direção: Richard Linklater

ANTES DO PÔR DO SOL (Before Sunset) - 2004 (EUA)
direção: Richard Linklater

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quando as relações querem perder a graça...

Ou a mulher é fria, ou morde.

Sem dentada não há amor possível.


Nelson Rodrigues



De repente nunca mais flores. Nem bilhetes, palavras doces ou olhares. Só a rotina.


É que ouvir “A história de Lily Braun”, na primorosa voz de Maria Gadú, me fez tentar entender o que faz as relações irem perdendo a graça.


Porque para durar talvez seja preciso ser alquimista da alma.


Há que se misturar incandescências à ternuras. É preciso saber prender, mas também soltar. Não deixar que o tempo, o cotidiano, e os dissabores, enfraqueçam o amor, diminuam o outro.


Há que se passear pelos lábios, mas imprescindível é conhecer o céu da boca amada.


Porque no amor vale tanto o corpo pesando no outro, como a suavidade do roçar das pernas.


O importante é sustentar o olhar, e desfocar tudo ao redor...


Porque o amor é feito de um blues, uma boa mordida


e um vinho barato !


O resto ?


Ah, o resto é só cenário.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

vou lembrando que sou mansa...

Um fio de cabelo branco e um susto. Ele não estava ali ontem. E não é só um, são alguns.
Foi assim que começou o ano.
Com a consciência do tempo em sua metáfora mais delicada. Fios brancos pela primeira vez.

E continuo a mesma. Mas, de repente fica tão mais fácil ser eu.
É que nesses dias tenho achado que tudo converge, que o universo só faz é aproximar. Aos 43 anos vou lembrando que sou mansa, que valorizo um olhar, que adoro falar através de músicas, que sinto ciúmes, e que quero ficar perto, bem perto, de preferência do lado de dentro de quem amo.
Lembro que o ser humano é gregário, e que no fundo, adoro pertencer.
Do jeito bonito que consigo.

Porque mesmo que dure só um instante, agora é justo o instante que dura para sempre.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

o que o tempo tem feito...

Caminho quase todas as manhãs num parque ao lado de casa. Hoje, quando deixava o estacionamento, o funcionário que emitia o ticket, olhou bem nos meus olhos e disse :

- A sra acredita que minha namorada me deixou ? Ela disse que o pai reprova nosso relacionamento.

E ficou me olhando. Assim, triste, como se eu pudesse ter a solução para seu sofrimento.

Enquanto pensava numa resposta que pudesse dar a ele qualquer esperança, sorri.

- Desculpe, viu ? – disse ele – é que a sra sorri bonito.

- Fique tranquilo – respondi – o tempo sabe fazer o amor caber na gente. E, se esse amor for mesmo de verdade, nem ela, nem o pai, ou o tempo, nada será capaz de evitar que vivam esta história.


É... o tempo sabe fazer o amor caber na gente.

Falei de novo, já sozinha no carro, porque assim garanto a mim essas palavras.

Porque ouvir sobre a perpetuidade do amor tem me feito um bem danado...

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

outras histórias...

Hoje o dia amanheceu ao som de Purple Rain. Sim, a velha canção do Prince.
E foram tantas as coincidências, e tão lindas, que percebi que eram mais do que coincidências.
Era um sinal.

Dos novos tempos.




Tempo de abandonar velhas mágoas, de guardar as velhas palavras, de modificar o velho sentir...


Quero o NOVO.


Então: que venha !


Porque por aqui os Eucaliptos não estão mais na janela.


Agora moram só em mim.


E daqui por diante vou contar outras histórias...

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

então, please... stand by me

Às vezes a gente não sabe o que fazer, ou como fazer, e de quebra ainda se sente sozinho. Então a gente olha prá dentro e torce para encontrar alguma pista. Mas é justo em momentos assim, que de alguma forma definirão nosso futuro, que a gente encontra só o eco de nós mesmos. Um eco rouco e cansado.

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Porque em dias assim a gente precisava era de alguém...

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Afinal, se soubéssemos qual era o caminho certo, ou por qual estrada deveríamos ter vindo, porque faríamos o percurso contrário ?!

Não. Não podemos voltar no tempo, mas também não podemos mais ser reféns do passado.

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Então, não importa por onde fui.

O que importa é que estou aqui.

E isso, hoje, é a única coisa definitiva da minha vida.

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No matter who you are

No matter where you go in life

You go need somebody, to stand by you.

No matter how much money you got

Or the friends you’ve got

You go need somebody, to stand by you.

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Embora essa seja uma canção espetacular, hoje me valeu especialmente pelo lindo prefácio de Roger Ridley...

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