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segunda-feira, 11 de julho de 2011
dessa sorte...
Merecer e ter.
Guimarães Rosa
Quero dias públicos de paixão. Beijar despreocupadamente... e que estes beijos transportem a quem quiser essa alegria de nós dois.
Quero dias inteiros de você. Beijar tão docemente... e que a descoberta desta porção tão açucarada da gente, possa aumentar o olhar de quem passar.
Depois... depois quero agradecer aos céus.
Pelo inesperado presente da vida.
Porque ando adorando levar o amor prá passear.
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sábado, 9 de julho de 2011
do que não me serve mais...
...que as coisas têm fim e vão acabando silenciosas e delicadamente, quase sem que a gente perceba, isso eu já sei. Não é a primeira vez. Mas é que de vez em quando a gente esperava mais do que palavras educadas e vazias. É triste, eu sei, como um céu sem nuvens, de um azul tão só que chega a doer na gente. Mas passa, e logo a gente volta a sorrir.Um sorriso discreto, mas de verdade.
Conquistado a duras penas. Porque tenho um coração enorme, e muito amor para dividir.
Mas não me venha com tolices, tem amor que não me serve mais !
quinta-feira, 7 de julho de 2011
como nascem as histórias...
Eu quero mudar de cidade.Quero verdes e azuis. Pés descalços e um ar mais leve.
Quero uma vida simples, sem tanta preocupação.
Cansei da minha solidãozinha, das horas no trânsito, dessa gente que nunca entende o que eu digo.
Guardo minhas habilidades em gavetas para mais tarde abrir.
Agora tenho que ter coragem.
Dar o primeiro passo.
Ninguém desconfia, mas histórias inteiras nascem a partir daí.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
quando "crescer" podia ser diferente...
Ontem uma amiga me contou que conheceu um homem incrível, que se sente apaixonada, mas que está com o “freio de mão puxado”, cuidando para que ele não se assuste com sua imensa “disponibilidade” para ser feliz, com sua vontade de que dê certo. Por que, disse ela, o amor assusta as pessoas.Antes de ontem levei Bebela ao circo. Ela sorriu para uma menina desconhecida à nossa frente, que sorriu de volta. Foi o suficiente para que elas engatassem uma deliciosa conversa e resolvessem sentar juntas para assistir o espetáculo, de mãos dadas. Deixaram combinado um teatro para a próxima semana.
Assim, sem medo.
Sem receio algum de ser mal interpretada.
É... parece que crescer só nos faz é “desaprender”...
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
te ver sempre será melhor do que viver a fantasia de te ver...
Foi um entardecer estrelado.Como se todas as estrelas tivessem descido do céu e pousado ali, naquela mesa.
A atmosfera encantadora (adoro ocres e meia luz) era monótona diante de ti.
Noites de reencontro são assim, é como voltar para casa.
É como redescobrir do que realmente somos feitos.
É. Você é minha canção favorita.
E poderia ter sido só mais um encontro.
Poderia, se não tivesse sido tão cheio de significados....
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
como quando eu era menina...
Ele é um homem. Maduro.Sou uma mulher. Madura também.
Já temos filhos, histórias, experiências.
A vida e o corpo marcados pelos caminhos percorridos.
Mas diante do susto do bem querer somos tão vulneráveis...
somos exatamente como éramos quando meninos...
O amor não contém o trêmulo da voz. Tem os olhos envergonhados, a insegurança dos bons, a sede de quem vai beijar pela primeira vez na vida...
E nem todos esses anos são capazes de mudar isso.
Amar é estar criança.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
a gente vai aprendendo...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
espartilho
É inverno no calendário ao lado da minha mesa,Meu coração vai aonde quer, nunca aonde eu esperava que fosse. E fico frágil mais uma vez.
Essa ansiedade aperta em mim feito espartilho.
Por que será que acreditar ainda exige tanto de mim ?
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
sou uma mentira...
“mesmo quando desmoronas por dentro
teus olhos brilham por fora...”
Mas sou uma mentira.
E ninguém nunca notou.
Só os teus olhos.
Flutuo, levito, levanto... quero ser só menina.
Seguro tuas mãos em meu colo, num gesto simples, mas tão inteiro...
É... eu dilato em você.
E teus olhos, tímidos, hesitam, mas evidenciam o tamanho do gesto.
E ninguém nunca os notou.Só eu.
É... fomos ficando tão iguais.
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