sexta-feira, 12 de novembro de 2010

o amor que ainda quero viver...

É que volto sempre na mesma tecla...

e hoje acordei de novo com essa “falta”.

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Mas diferente dos outros dias, acordou também uma explicação, v.a.g.a.r.o.s.a e abusada de metáforas, mas uma explicação.

É que, em mim, “falta” é um querer tão pensado, que quando vestidinha prá festa, até parece uma dor.

Mas a “falta” ao acordar, assim de pijamas (sem estar pensada) não é tão doída assim, e quase acho que é só uma falsa sensação de vazio.

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Falsa porque minha “falta” não é vazia.

É cheia.

Cheia dessa minha busca pela palavra linda ainda não dita, pelo melhor encontro, pelo momento perfeito.

Minha “falta” é meu aval para seguir em frente,

é o caminho que ainda quer ser percorrido.

É o que me põe com sede.

O que me faz ter estampado nas letras o amor que ainda quero viver...

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Minha “falta” pediu espaço para postar Pablo Neruda.

Aí vai...

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"Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras."

27 comentários:

*Mi§§ §impatia* disse...

E que vc consiga vive-lo do jeitinho que sempre sonhou.
Lindo fim de semana amiga, beijos.

rívea duarte disse...

é a vontade de viver um novo e irresistível amor!

bom fim de semana.
um beijo,

,)

mARa disse...

...ah! quão bela é essa Falta que nos preenche de amor...sou solidária a ti...tbm essa falta me preenche todos os dias...e assim vamos...

linda prosa, tão minha.

bjo!

Paz e LUz!

Suzana Martins disse...

A sua falta tão cheia de verdades e palavras que encontram um coração. A sua falta que fala de vontades urgentes!!

Lindo...

Beijos

Eu, ΞĐU disse...

Olá, Solange...
Navegando pela internet, achei este seu espaço...
Olha, muito bom o seu blog, suas idéias, sensibilidade e seu bom gosto...
Parabéns pelo trabalho! Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Wania disse...

Solange querida

"Não quero faca, nem queijo, quero a fome"... me lembrei de Adélia lendo estas tuas palavras tão lindas e verdadeiras.


Momentos que ainda serão vividos, com certeza!

Bj grande.
PS: Tua irmã me visitou no blog e eu fui retribuir a visita. Encantada com o espaço fui achando a moça morena tão parecida contigo...rsrsrs....só depois que deixei os textos e fui ler o ladinho é que vi que eras tu. Só podia, as frutas não caem longe do pé! Linda dupla!

Cacá disse...

Solange, sua poesia me preenche todas as faltas com metáforas, com anelos, com um jeito gostoso de sentir falta. Não é contradição, é saciedade lírica. Lindíssimo! Meu abraço. Paz e bem.

Noslen ed azuos disse...

a falta deixa espaço para a escolha, a sua esta sendo preenchida por poesia!

obrigado por compartilhar conosco.

bjs
ns

AC disse...

Solange,
A sua escrita é tão delicada...! Até a falar da "falta" ela não se altera...
Gostei muito de ler.

Beijo :)

Solange disse...

Sol..
a tua definição desse momento leva-me a pensar nas minhas "faltas"..rs

bjs.Sol

Layla Barlavento disse...

E diferente das cerejeiras, que sua primavera seja eterna minha amiga.
Voltei. Estava com muita saudade daqui...

Beijos na alma!
Layla Barlavento
culpadowalter.blogspot.com

Anne M. Moor disse...

Solange

Sai a viver a tua vida contigo mesma que o resto vem. Nada de expectativas,, apenas vida intensa.

bjos
Anne

Paulo Becare Henrique disse...

Acertou em cheio, Solange. Esse post encontra ressonância direta com as ideias do psicanalista francês Jacques Lacan.

Segundo as teorias dele, nós somos constituídos pela falta e, como você bem colocou, é precisamente essa falta que nos move adiante. Dentro dessa ótica, uma suposta completude (seja lá o que isso signifique) seria sinônimo de ausência de movimento, de busca, de vontade, de desejo; seria, portanto, sinônimo de morte.

Batom e poesias disse...

Tão bem urdido seu texto, Sol. Perfeitamente complementado com as cerejeiras e com Neruda.

Eu já ando com falta de sentir falta...
Dói mais que só a falta..rss

bjcas
Rossana

olhar disse...

E asim dizem e recontam a vida...o que me faz ser feliz é também sabermos que somos todos IGUAIS...com dias melhores, dias piores...

Te amo minha mana, eu TE AMO!

Sempre ESTOU para você, e você sabe disto, não é??

Beijos no seu coração, sua LINDA!

Bi

T@CITO/XANADU disse...

De nada valem
Pensamentos incessantes
Se seus dedos desvairados
Não pararem de teclar
E pausadamente lhe der
A oportunidade de sonhar...

Desta vez...ficou as cerejeiras
As lembranças, o ar
Quase um poema!

Beijos
Tácito

Jéssyca Carvalho disse...

Ah! Mas que falta boa, então!
A falta que tem gerado tantas (e belas) contruções!

Pois que a minha falta é até bem parecida...
É uma falta, também, bem cheia...
Cheia de espaços, de pedidos e de caminhos...
É a falta que impulsiona o viver...

Lindo post!

*Mi§§ §impatia* disse...

Amiga querida, vim te contar que tem um selinho te esperando. Espero que goste. Beijos.
http://memesdamiss.blogspot.com/2010/11/selo-blog-digno-de-ser-lido.html

Sonica disse...

Que poesia mais prá cima, Sol! Muito vibrante!
Bjs

Pérola Anjos disse...

Vontades, desejos do que se quer, do que ainda terá. Um gosto que não sai da boca e que ainda nem se provou.

Beijos, querida!

Ana Lucia Franco disse...

lindo, lindo, lindo, Solange

bjs

nydia bonetti disse...

Coisa mais bonita... Tão bom ler textos de "gente de verdade". :) Beijoos!

PERPLEXIDADE disse...

aaa esse Pablo... ooo meu Deus... esse Pablo é lindo mesmo... sou como você... minha 'falta' é cheia... meu vazio é repleto... de uma busca insaciável e eterna!!

Palavras perfeitas.

grande beijo

;)

Poesia do Bem disse...

Também estou nessa "falta" será que um dia hei di viver meu maior amor? vem ler . bjs esaudades

Nâna Pessoa disse...

É essa falta de "Pontes de Madison" que nos abalam e embalam... =)

bju gde querida

Daniel Savio disse...

Então eu não diria que é falta realmente, mas sim a sensação que ainda pode ser mais completa (e feliz)...

Fique com Deus, menina Solange Maia.
Um abraço.

Adélia Nenevê disse...

Olá Solange !

Simplesmente a maior expressão do que eu já senti, maravilhosa prosa !

Quero postá-la em meu blog, como autora você me autoriza ?

Aguardo seu aval.

Beijos !