Desde adolescente me desencaixo prazerosamente na vida.Não me moldo nem aqui, nem lá.
Vivo perdendo o passo, não sou comum.
Gosto além da conta.
Silêncio, finais de tarde e amores para sempre, me comovem.
Sonho como criança, hiperdimensionadamente.
Com um mundo melhor, com cadeiras nas calçadas e com gente sendo feliz.
Preciso da verdade, independendo do quanto doa.
Olhos, só se forem sinceros.
Pés, descalços.
Abraços, fico com os que acolhem, aquecem e fazem faltar o ar.
Perco horas observando o mundo,
E coisas já não me interessam mais...
Ontem à tarde, por alguns instantes, na Mostra “O Pequeno Príncipe na Oca”, deitada com minha filha no asteróide B-612, achei que tinha encontrado meu planeta...












